segunda-feira, 6 de agosto de 2012

QuickQuest #32: Desenvolvedor Nota 10

QuickQuest de novo! Gilliard Lopes comenta dessa vez sobre o inusitado requerimento da Irrational Games para uma vaga de Design Manager: ter pelo menos um game no currículo com Metacritic acima de 85. A discussão parte daí para uma argumentação sobre o que faz um profissional de games ter qualidade acima da média e contribuir decisivamente para o resultado de seus projetos de jogos.


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QuickQuest #32: Desenvolvedor Nota 10
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5 comentários:

Rodrigo "Chips" Scharnberg disse...

Olá Gilliard,

Achei bem interessante o QuickQuest desta semana, em especial a tua aparente opinião sobre os assuntos.

Sobre a vaga na Irrational, tu comentastes que: Não pode um Design Manager nota 10 trabalhar em um jogo nota 7? Ou não pode um Design Manager nota 5 em um jogo nota 10? Acredito que a resposta seja SIM! Claro! Óbvio! Mas acho que a Irrational não está procurando nenhum dos 2 casos, ele simplesmente parecem estar procurando um profissional nota 10 em um projeto nota 8. E ao que me parece, eles pretendiam evitar o envio de MILHARES de currículos, para agilizar o processo de contratação.

Ter um profissional competente é muito bom, mas ter um profissional experiente no sucesso é ótimo, e acredito que uma empresa que tem no currículo jogos como System Shock e BioShock deveria poder se dar ao luxo de dizer ao publico o que eles buscam, ao invés de fazer isso só na hora da seleção.
Convenhamos que ao que parece, eles vão pegar o currículo que tiver o maior metacritic, e não o melhor profissional dentro do range de metacritic exigido.

Sobre a questão do programador, ( Opinião sobre o que tu explicastes, se foi diferente, não ficou claro ) pareceu uma sacanagem mexer no sistema de transferências, especialmente a essa altura do campeonato... Pra mim parece fazer muito mais sentido colocar isso como prioridade para o fifa 14, com um Game Designer repensando tudo, para ficar legal, e não um "arruma aí" para semana que vem.

Se esse último comentario ficou muito rude, peço desculpas desde já, mas foi o que me pareceu.

Abraços e boa semana!

Marcelo Martins disse...

Gilliard,

Muito obrigado por trazer esse assunto. Não tinha lido essa notícia e achei realmente muito estranho eles terem usado Metacritic como requisito de emprego.

Além dos motivos que você citou, é fato que o nível de maturidade das resenhas, de uma maneira geral, caiu muito e acredito que não seja mais referência de “qualidade” do produto. O Metacritic é um mero agregador e reflete essa pouca maturidade.

Fernando Secco disse...

eh um assunto interessante.

Nao acho que quem escreveu o job offer pensa que um cara que faz um jogo 8.5+ eh melhor que um que faz um jogo 7.0.

Me parece que eles estao procurando alguem que teve experiencia em um ambiente aonde jogos 8.5+ sao criados. A pressao de um jogo aonde o metacritic eh 8.0 para um que eh 8.5+ eh muito diferente.

Ao meu ver, eh o mesmo level pedido para programadores. Tem muitos job offer que falam - "pelo menos 1 AAA publicado" outros "pelo menos 2 AAA publicados". Em empresas como a Ubisoft, se voce estiver no time do Assassins Creed, voce vai ter 3 AAA em 3 anos, isso quer dizer que voce tem mais XP que um cara que trabalha a 10 anos e tenha 5-6 games publicados, mas todos para handhelds?

Acredito que eh so uma maneira do RH desencorajar submissao de qualquer um e tentar intimidar pelo anuncio.

Nao acredito que seja a melhor maneira mas parece que alguem achou que funcionava e ninguem pensou em uma maneira melhor para recrutar.

PotHix disse...

Æ!!

Quick quest bem interessante. Minhas opiniões são basicamente as mesmas, só decidi comentar para dizer que ao invés de você pedir desculpas por não fazer o podquest inteiro, nós é que devíamos agradecer por você tomar o pouco do seu tempo de descanso e fazer pelo menos um quick quest sem estar ganhando nada material em troca.

Parabens, e continue assim! :)

Há braços

Gilliard Lopes disse...

@Chips Sem problema nenhum quanto ao comentário, mas deixa eu esclarecer. Mexer ou não no sistema de transferências não foi a questão - ainda estamos aprimorando e balanceando muitos sistemas do Career Mode a esta altura, com o resto do game já bem estável. E as mudanças nem eram no sentido de "repensar tudo", longe disso. O programador não tinha problema nenhum em fazer mudanças, mas questionava apenas a importância delas já que na opinião dele o sistema já funcionava perfeitamente. O meu ponto era que funcionar não era suficiente - estava faltando demonstrar esse funcionamento para o usuário de uma maneira melhor, o que acabou gerando requisitos que não passavam pela cabeça dele antes, mas que se provaram necessários.

No final, ele ficou convencido dessa necessidade e até saiu com algumas soluções bem espertas para o problema. Mas eu quis apenas trazer a discussão pra mostrar que, às vezes, o próprio programador/artista/sound designer pode ajudar o designer mantendo o usuário final sempre em mente na hora de desenvolver o seu trabalho.