segunda-feira, 3 de outubro de 2011

PodQuest #30: Plantão do PodQuest

No episódio de hoje, que por pouco não existiu devido aos calendários ocupados dos Questers, Fernando e Gilliard apresentam um PodQuest mais curto e diferente. Eles comentam sobre dois assuntos que surgiram através de e-mails e notícias esta semana: as diferentes metodologias de desenvolvimento aplicadas a games, e o investimento proposto pelo governo brasileiro para incentivar a indústria de jogos no país. Eles comentam também sobre o lançamento do FIFA 12, o beta do Battlefield 3, e muito mais.

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PodQuest #30: Plantão do PodQuest
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9 comentários:

Marcelo Martins disse...

Gilliard e Secco,

Em primeiro lugar, queria parabenizar o Gilliard pelo lançamento do FIFA 12. Imagino a satisfação que deve ser lançar um jogo do calibre do FIFA depois de tanto trabalho. Desejo muito sucesso à você e à toda equipe da EA!
Também fiquei em feliz que o preço no Brasil é de R$ 59,00! Sensacional!


Também quero parabenizá-los pelo aniversário de PodQuest. Gosto muito da altíssima qualidade do conteúdo que vocês publicam e fico impressionado com a dedicação e velocidade! Como vocês conseguem editar tão rápido? Ah, sim: a seleção de música é sensacional!


Concordo com vocês em relação aos processos de projeto. Nada funciona exatamente como está no livro. A melhor solução é sempre adaptar a metodologia às particularidades do seu projeto. Lógico que isso exige muita experiência, trabalho e jogo de cintura. A palavra-chave, "bom senso", é tão falada, mas muito pouco aplicada, principalmente em empresas jovens. Eu já fiz projetos com gerenciamento via project, sharepoint, papel grudado na parede, e-mail, plataformas on-line, reuniões pessoais de pé...

Quando as pessoas não têm o perfil engajado que vocês citaram, nenhuma metodologia funcionará de maneira otimizada. Você precisa ter um "micromanager" para conferir cada passo do que a pessoa está fazendo. Insuportável para ambos gerente e gerenciado. Mas, tem gente que infelizmente só funciona assim.

Gilliard, muitíssimo obrigado por compartilhar a sua experiência com o investimento no Brasil. Como você falou, o plano de negócios é o primeiro passo, vital para o processo. Mas não é o único. Depois, você precisa convencer o investidor que você pode realmente ganhar dinheiro e, principalmente, recuperar o investimento. Ter lucro já é um passo ainda mais avançado. Segundo David Cage, apenas 4% dos projetos conseguem recuperar o investimento...

O maior problema do Brasil em relação a esse investimento é a nossa velha conhecida corrupção. A questão é que nem sempre os melhores (ou mais lucrativos) projetos serão os escolhidos, e sim, aqueles que o dono do projeto tem lobby em Brasília. É uma pena, mas é a realidade e acontece com quase todos os projetos relacionados à cultura.

Ah, gostei da voz da Cíntia com pitch shifter! Deu um "tchan" a mais na abertura do PodQuest.

Grande abraço,
Marcelo Martins

Cutia - Gustavo disse...

Olá Galera do THE (#likeAGilliardi) Podquest,

Foi rapidinho este cast mas foi muito bacana.
Sempre que comentam sobre o Deus-Ex eu fico com os dedos cosando,
Infelizmente eu não tenho a condição de comprar muitos jogos,
Minhas economias estão dividias em Deus-Ex e o novo Batman... disputa difícil... rs

Mas indo ao que interessa, não sei qual era o plano de negócio do Gilliard, Mas estou curioso para saber.

Mas creio que não seja apenas os investidores que estão imaturos,
Mas a própria noção de mercado brasileiro. Entre outros fatores que vocês já pincelaram.

Creio que não bastaria o incentivo governamental para tal. As próprias instituições
Acadêmicas estão engatinhando. Os cursos não são lá dos seus melhores, e a idéia passada do mercado
É muito ilusória, na maioria da vezes os mestres nem tem noção de como se funciona o mercado.

Creio que seria muito arriscado os investimentos em jogos no brasil, caso não seja pela forma de incubadora.
Claro que deve haver exceções, mas a grande massa que possa fomentar um mercado ativo de desenvolvimento,
É a massa dos entusiastas. Por não dizer recém formados, ou iniciantes na carreira solo.

Não sei qual foi a trajetória do Gilliard, do Rafa e do Fernando no empreendedorismo.
Mas é fato de que, se sair mais um cast sobre empreendedorismo, ou tentativa, no mercado brasileiro
Meus lábios iriam se abrir num grande sorriso...

Abraços...

Fabiano Pimenta disse...

Congrats por um ano de PodQuest, folks! Keep on rocking!

Gilliard, parabéns também pelos 3,2 milhões de FIFA 12 vendidos! Que número!

Sempre gosto dos Podquests de uma hora/uma hora e meia. Claro, às vezes o assunto pede um debate maior e não tem como não ultrapassar deste "limite".

Ser empreendedor no Brasil não é para os fracos. E, mesmo que o governo venha a oferecer mais incentivos para os pequenos, no fim, o que é preciso mesmo é arregaçar as mangas e suar muito. Parece clichê, mas é verdade. Já pedi demissão de um emprego super estável para começar meu próprio negócio e nunca me arrependi. ;)

Acredito que o mercado produtor de jogos no Brasil tem muito a crescer e, que ao invés de olharmos sempre para os braços quentinhos do governo, a saída possa estar na iniciativa privada: Parcerias com empresas e indústrias sempre se mostraram muito eficazes. Já vi bons amigos ganharem prêmios com jogos para produtos ou eventos. A oportunidade está lá. Só precisamos saber quando é hora de ganhar dinheiro e quando é hora de criarmos algo que possamos nos orgulhar.

E, quem sabe com o tempo, o governo do Brasil passe a incentivar mais a produção de jogos como o governo daqui do Canadá tem feito.

Btw, a trilha deste Podquest estava sensacional!

Grande abraço!

Mickael disse...

Olá, pessoal do Podquest.
Em primeiro lugar, espero que Rafael Kuhnen não saia da equipe.

Em segundo, eu estou jogando Deus Ex - Human Revolution (Augmented Edition, bem legal, mas ainda não vi o DVD). Eu fiz questão de entrar nos créditos e procurar e ver o nome do Fernando Secco (não recordo em qual equipe estava). É muito bom ver um brasileiro paritcipando de um jogo como este.

Concordo com o Gilliard: Deus Ex vai ser o melhor jogo do ano! (vamos ver como se sairá o Rage da id Software). É muito imersivo, história intrigante, jogabilidade simples, várias coisas para se fazer, e, apesar dos gráficos não serem topo de linha (como o próprio Secco já disse), sai-se muito bem para o tipo de cenário futurista.

Gilliard, infelizmente não vai rolar eu ver o seu nome nos créditos do Fifa, pois não me apraz interagir com jogos esportivos, principalmente futebol (nem torcer pra time eu torço). Mas parabéns pelo lançamento do jogo.

Quanto aos anúncios sobre o governo brasileiro investir na área de games, eu só acredito vendo! A Microsoft e outras empresas já estão fazendo a parte delas e estão lançando jogos a preços "acessíveis" (estamos falando de Brasil, deve-se lembrar). Em retribuição a isso, eu comprei o Gears of War 3 por R$ 129,00 - valor muito mais baixo do que o valor constante de R$ 199,00 para lançamentos.

Parabéns por mais um Podquest, que espero que tenha uma vida longa e próspera! : )

Fernando Secco disse...

@Mickael

dae cara, obrigado por se importar e ver os créditos :). To lá nos programadores.

Valeu por indicar para o jogo do ano :) mas com tanta coisa boa saindo vai ser uma briga boa. Uncharted3, Dark Souls, Skyrim, FIFA, Gears 3, Knights of the Old Republic, BF3, CO3, Ô Bátimah... não acaba mais né? hahaha

Legal comprar gears por 129. Eu lembro que quase chorei quando comprei Dead or Alive 4 no Brasil por 99.00, era coisa rara hehehe.

@Cutia - Gustavo
Pois então, minha experiência com empreendedorismo termina quando vendi um ítem roxo no WOW :).

É isso, obrigado pelos comentários e pelo apoio.

Vinicius Lopes disse...

E ae pessoal!

Bom, vcs ja sabem meu comentário. Agradeço muito pelo podcast pois é uma ótima fonte de informação útil e que vcs fazem pela simples vontade de fazer, nao pra ganhar dinheiro nem nada.

Qualquer tipo de conteúdo (vários temas, perguntas, jogos, conhecimento sobre industria) é muito valido e espero que vcs tenham gás para continuar assim.

@Fernando aheuheaueaheauheauaehe item roxo do wow é foda

Sobre o investimento do governo, bom, como tudo nesse país, não vai mudar muita coisa. Concordo com tudo que Marcelo Martins disse então n tem pq repetir.

Parabéns mais uma vez e só faltou o Rafa mesmo.

Abraço a todos

Snoopy disse...

Estou passando apenas para parabenizar pela qualidade da discussão que foi desenvolvida neste último cast. Os argumentos do Giliard sobre o investimento do governo na indústria de games foram muito bem colocados. Acho que os mais interessantes e qualificados que ouvi há muito tempo na internet.

Infelizmente, acho que não irei prestigiar o trabalho do Giliard no Fifa 12 (jogos de esporte não são meu forte), mas vou procurar o nome do Secco nos créditos de Deus Ex.

abs

Mais um blog de tecnologia disse...

Olá pessoal,

Tenho pouca participação com comentários e normalmente mando emails p/ os caras que fazem o podquest, porém ouvindo o final deste resolvi fazer o que o Gilliard disse e escrever o comentário aqui. Até porque um dos assuntos que foi discutido aqui eu me interesse muito que é a questão da indústria nacional.
Mas antes falando dos jogos, eu ainda vou comprar Deus Ex, acredito realmente que pode ser um dos melhores do ano, eu disse um dos melhores, pq estou muito ansioso p/ ver o Uncharted 3 também (assim como muitos eu sou fan da serie), mas o Deus Ex tem as características do jogos que gosto, então será divertido jogá-lo e claro parabéns ao Fernando Secco!
Gilliard, eu joguei a demo do Fifa12 no PS3 e realmente o jogo esta diferente (difícil), confesso que sempre gostei mais do PES, mas é indiscutível que o Fifa12 esta bem a frente do PES e até gostaria de colocar uma opinião sobre eles p/ vê se a galera aqui concorda, mas a cada nova versão eu vejo o Fifa12 indo muito p/ o lado da simulação e o PES prezando o lado arcade, ou em outras palavras, coisas que no futebol real não acontece ou acontece com pouca freqüência, não sei se esta é uma visão só minha, mas foi o que achei quando joguei estas novas versões.

Ok, dito isso, gostaria de falar desta questão de investimentos, eu sinceramente gostaria de acreditar nisto tudo, mas sou meio cético quando a isso, não que eu sou pessimista, mas acontece que vimos algumas iniciativas destas no passado que não deram certo, o grande problema, no meu ponto de vista é que, “dar” o dinheiro as empresas não fomenta nada, as empresas que acessam este recurso, fica tão segura de si que esquece do produto em sim, olha p/ o BR Games, ok, ok, o cenário agora é diferente, mas daquele incentivo, quase nenhum jogo realmente virou um produto e foi p/ o mercado. Este é o problema no nosso país, a minha pergunta é: Por que a gente não copia o modelo de países que já fomentaram ou continuam fomentando a indústria? Como vc Gilliard citou o caso do Canadá. Recentemente eu estava conversando com um gerente de negocio da uma empresa da Bélgica, e estava evoluindo a conversa p/ trazer um estúdio (desenvolvimento) p/ ca, e a primeira barreira p/ eles (e me questionaram) foi a questão da tributação, acredito realmente que iniciativas como a do Canadá iria trazer outras empresas para o Brasil e fazer crescer a industria e o principal trazer conhecimento.
Por outro lado, existem algumas empresas aqui no Brasil que já estão trilhando um caminho de investimento bem interessante, todas elas ligadas as jogos p/ smartphone e tables, consido citar duas aqui MobJoy (http://bit.ly/p7lNPo) e a BCFG (http://bit.ly/pNHCfU) que estão conquistando investidores e atraindo talentos, eu acredito muito mais num modelo assim, do que num modelo de fomento como o BR Games, eu estou dando o exemplo deste em particular, mas poderia ser qualquer outra iniciativa que teve aqui. Ou seja, ter o governo do nosso lado é muito bom, mas como será este iniciativa é que eu fico com medo. Outro exemplo de como a “ajuda” do governo nem sempre é muito bom, é só pegar a Ancine vire e mexe faz um edital p/ apóia a criação de filmes no nosso país e os editais ficam na faixa de 10/20/30 milhões, agora eu pergunto, tirando Tropa de Elite, qual o outro filme que fez sucesso no cinema nacional? E detalhe, se vc fizer um historio das empresas que “ganham” os editais, vc vai tirar um padrão de 3/4/5 empresas sempre ganhando estes editais, ou seja, estes são casos de empresas mamando nas tetas do governo e que não funciona. Se eles querem fazer algo que realmente funciona, então copie o modelo de países onde teve sucesso.
Bom eu poderia ficar escrevendo e escrevendo aqui, porque realmente gosto deste assunto e acho que tem muito a ser conversado.

Espero que não tenha sido muito logo neste comentário (já sabendo que fui :D )

Gilliard Lopes disse...

Muito obrigado pelos comentários, pessoal, e desculpem a demora pra passar por aqui de novo.

De fato, o PES tem ido mais pro lado arcade e, sinceramente, acho que tem falhado em evoluir o seu gameplay. Esse é o principal motivo de a Konami ter perdido a liderança para a EA já desde 2008. Hoje em dia não consigo mais jogar PES seriamente, e eu também era fã das antigas.

Sobre os investimentos, vocês resumiram bem o nosso sentimento mesmo. Não acho que essa iniciativa seja ruim em nenhum sentido, mas acredito que ela não resolve os problemas sozinha. Além disso, tem o ponto que vocês colocaram, de que o dinheiro desses editais acaba sendo investido "a fundo perdido", ou seja, sem um grande compromisso de retorno. Na minha opinião, isso faz com que os projetos que recebem os investimentos acabem não sendo tão bons quanto deveriam ser, justamente por não haver uma grande cobrança pelo retorno, o que aconteceria com qualquer outro tipo de investimento que não fosse do governo. O exemplo do cinema nacional é perfeito pra ilustrar isso.

No final das contas, como eu disse no podcast, acho que a indústria precisa mesmo de medidas mais básicas de apoio às empresas que não dependam de aprovação dos projetos específicos, mas que favoreçam TODOS os novos empreendimentos. Somente assim poderemos fomentar de verdade o crescimento da indústria de games nacional de forma sustentável.