segunda-feira, 7 de novembro de 2011

QuickQuest #15: O Porão Digital

O QuickQuest desta semana pede licença e traz Gilliard Lopes falando sobre um assunto mais geral: games e Internet como um veículo de comunicação que pode ser usado para o bem e para o mal. Ele discute também como os adultos e pais precisam educar os mais jovens sobre os perigos proporcionados por essas facilidades tecnológicas. O assunto foi inspirado por um artigo da Vanity Fair de autoria do escritor David Kushner, disponível no link a seguir:

Murder By Text

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QuickQuest #15: O Porão Digital
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4 comentários:

Marcelo Martins disse...

Grande Gilliard,

Assassinos seriais são uma coisa terrível e pelo artigo a gente pode concluir que não é necessariamente um adulto pode comete crimes horrendos.

Sinceramente, não consigo achar nenhuma explicação a não ser um grande transtorno psicológico, como você mesmo falou.

Alguns veículos de comunicação gostam de achar um culpado (heavy metal, jogos, o que estiver na moda).

Psicólogos gostam de dizer que é a sociedade. "Bullying" é um tema que vem sempre à tona.

Mas, olha que curioso. Outro dia vi uma entrevista com o Dave Grohl (Foo Fighters) e ele disse que sempre foi zoado na escola. Hoje o cara é uma das maiores estrelas do rock.

Se ele fosse um psicopata, provavelmente a sua frustração se transformaria em violência. No caso dele, se transformou em música.

Sobre o "porão digital":

O fato do anonimato digital e a facilidade de comunicação é algo que vem pro bem e pro mal. A gente vê isso todos os dias em pequena escala. Os "haters" em fóruns são um exemplo. As pessoas comentam coisas absurdas e agressivas porque sabem que a "barreira" da internet as protege. Elas não fariam nada disso se estivessem expostas.

Grandes empresas fazem isso o tempo todo. Executivos se escondem atrás da "máscara corporativa" para cometer atrocidades e falar o que não devem.

O que acontece hoje é que todo mundo tem o "poder da voz" por causa da liberdade de comunicação da internet.

Como pais, nossa missão é educar e informar bem os nossos filhos, falar desde cedo o que é ou não correto. Precisamos falar também sobre temas adultos como sexo e violência antes que os nossos filhos descubram isso por outra fonte. Eles vão descobrir. Cabe a nós educar melhor o quanto antes.

Chips disse...

Olá Gilliard,

Muito bom mais esse quick quest! Parabéns!

Aparentemente, simplificando bastante esse assunto, a questão está na criança e no seu discernimento e não tanto no meio em que ela está.
Não acredito que a criança/adolescente que está no computador, não consiga discernir entre fazer algo na escola, no shopping, através do videogame, no computador ou via telefone.
E esta criança aprendeu com os pais a como se relacionar com outros indivíduos, ela vai levar esse aprendizado para todos os meios que ela estiver, logo, não é uma questão de dizer para o seu filho "Olha na internet você deve agir desta forma, na rua desta, numa nave espacial desta", mas sim, ensinar o que você acha correto essencialmente e a partir daí ela vai buscar adaptar o seu aprendizado em qualquer meio.

O problema é que normalmente as crianças que vão para a mídia por causa de um ato de violência, são pessoas que não tem nem essa "educação dos pais" e muito menos a atenção deles, o que normalmente geram um indivíduo carente de atenção e regras, resultando em um ato que resulta em uma grande atenção de todos e um "pedido" por regras / uma demonstração de que as regras não se aplicam e eles.

Abraços, Chips

Gilliard Lopes disse...

Marcelo e Chips, concordo plenamente com os comentários.

Continuando o ponto do Chips, também acho que, quando a criança é bem educada, isso se mantém em qualquer meio de comunicação. O problema é justamente quando elas são educadas não para terem valores de base (e.g. "xingar pessoas é falta de respeito") mas sim para serem socialmente aceitas (e.g. "xingar pessoas é feio e vai te colocar de castigo"). A diferença fundamental é que, no segundo caso, a pessoa deixa de fazer o que é "errado" não porque acredita que é uma atitude ruim, mas simplesmente pelo medo das consequências. E é aí que um meio como a Internet, anônimo e com uma sensação de impunidade, revela essa falha na educação.

Luiz Alvarez disse...

Eu não sou pai mas pelo que eu vejo das pessoas próximas a mim educar dá muito trabalho. Dá trabalho porque tem que ensinar dando exemplo. Não adianta o pai falar que estudar é importante se o filho nunca vê-lo com um livro, ou dizer que tem que respeitar os outros se no trânsito ele fica xingando todo mundo.

Me parece que boa parte dos pais não têm muita paciência para isso, e muita gente foi educada pela escola, pela TV, e agora pela internet.

O que eu acho que mudou com a internet é que ela tem o poder de potencializar qualquer propensão a um distúrbio que a criança tenha. Sei lá, se uma menina tem propensão à anorexia; hoje em dia é muito fácil ela encontrar outras pessoas com essa mesma propensão e criar um grupo que reinforce isso a ponto de se tornar um problema sério. É lógico, ela poderia encontrar essas pessoas na escola também, mas a internet dá acesso a um número muito maior de pessoas. Além é claro do conforto que o anonimato traz.

Mas tirando isso concordo que o porão digital não é tão diferente assim.