segunda-feira, 20 de maio de 2013

PodQuest #62: Uma Indústria de Primeiro Mundo -
Parte 2

Continuando o assunto do último PodQuest, recebemos novamente o engenheiro de software Daniel Sperry, da Bioware Montreal, para complementar o bate-papo sobre as diferenças entre as indústrias de games do Brasil e do exterior. Neste episódio, o Questers falam sobre o lado feio da indústria AAA, as dificuldades e desafios que eles encontram no dia-a-dia, e um pouco também sobre o lado pessoal dessa transição para um outro país e uma cultura diferente.

Ouça diretamente no link a seguir:

PodQuest #62: Uma Indústria de Primeiro Mundo - Parte 2
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7 comentários:

Tarcísio disse...

Bom saber dessas vantagens e desvantagens de quem sai do país para trabalhar. Mas acho que vale a pena quando a gente faz o que gosta né! Boa Sorte para todos vocês e continuem com o bom trabalho!

Marcelo Martins disse...

pessoal,

Muito bom esse episódio, como sempre.

Queria aproveitar para fazer um comentário sobre a primeira parte do programa, já que tenho alguma experiência com o assunto.

Acredito que a empresa terceirizada precisa ter planos para absorver o novo trabalho sem que ela tenha de arcar com isso sem cobrar. Se tudo que foi contratado foi entregue de acordo com o previsto, não faz sentido fazer coisas diferentes de graça. Esse é o momento do diretor/gerente de projeto/produtor entrar em contato com o cliente para renegociar o custo. Isso nunca é fácil, já que envolve a velha tensão entre cliente e fornecedor, mas precisa ser feito. O trabalho extra precisa ser pago, senão a empresa terceirizada vai perder dinheiro.

Também cabe ao diretor do projeto ficar na cola do cliente para evitar mudanças brutais de escopo que impactem no budget da empresa terceirizada. Existem diferentes maneiras de se falar isso para o cliente sem soar agressivo e, em alguns casos, é até possível ver esse aumento/mudança de escopo como uma oportunidade para aumentar o lucro e até mesmo vender novos projetos. Não é fácil, mas eu já vi isso acontecer algumas vezes e sei que funciona.

Se os requisitos forem maleáveis, como o Secco falou, cabe a quem revisa os contratos tentar fechar o escopo o máximo possível para evitar trabalho extra. Esse trabalho precisa ser feito em conjunto com o pessoal de negócios e de produção. Sei que escrevendo aqui parece ser a coisa mais fácil do mundo, mas, na verdade é o grande desafio de quem trabalha com projetos criativos/escopo "aberto". O segredo é achar um balanço entre delimitação do escopo e possibilidades criativas, cobrando o preço certo. É uma luta diária que só se vence com muita experiência e jogo de cintura.

O exemplo do Rafael em 22 minutos diz como esse tipo de negociação pode funcionar. A reunião foi tensa, mas a ação corretiva foi perfeita.

Gilliard, excelente saber que na EA o produtor e game designer são a mesma pessoa. Faz todo o sentido do mundo! A pior coisa que pode acontecer em um projeto de jogo é ter alguém de negócios sem experiência nenhuma de produção tentando fechar o escopo de um jogo. Essa é a receita ideal para a catástrofe. O fato da EA não separar esses dois cargos mostra o quanto a empresa é desenvolvida e experiente. Tenho certeza que eles já tiveram problemas no passado quando colocaram uma pessoa de negócios pra decidir coisas que ele não tem conhecimento pra decidir.

Acabei sem espaço pra comentar a segunda parte do programa (excelente e concordo 100% com vocês) e a participação do Daniel, mas queria parabenizá-lo pela contribuição ao PodQuest.

Gabriel Ortega Mischi disse...

Olá pessoal, sou um novo ouvinte do podquest e um júnior na área de games, completando cerca de quatro anos na área. Gostaria de agradecer a todos, pois agora tenho uma visão um pouco melhor sobre o mercado no Canadá e no Brasil! A visão de quem já trabalha no mercado para mim é muito importante, pois são poucas pessoas( com experiência na área) que conheço . Pretendo muito trabalhar no Brasil, mas não descarto a possibilidade de ir ao exterior, quero muito ficar no país porque acredito que o mercado aqui está cada vez mais a crescer e assim pretendo contribuir com esse crescimento. (sonhos de um jovem desenvolvedor de jogos) Adoraria saber se pretendem voltar algum dia para o Brasil e se veem o mercado nacional, de pelo menos uns 2 anos pra ca, crescer a ponto de ter o potencial de criar jogos AAA ou a capacidade da fundação de um estúdio grande como EA, Ubisoft etc...
Obrigado! O podquest está excelente
Ps: Em São Paulo também vamos ao posto!

Ânderson Marcos disse...

Olá pessoal segundo comentário aqui, agora já feita a merecida maratona como havia dito, mandei um e-mail para cada um de vocẽs caramba o Gilliard já leu o meu o.O ô bicho rápido rsrs.

E como assim você não conhece o .... e também o game ..... como assim rsrs claro não vou spoilar os games para o leite com pêra do secco acertar qual game é rsrs...só que também mandei 2 para cada um deles Rafa e Fernando para ver se o mestre Gilliard sabe qual é, estão todos no mesmo nivel duvido conseguirem advinhar.Foram todos games que joguei muito em meu inicio nos consoles.

Afinal o que raios é POSTO sou de sp natural de santos porém não tenho a minima idéia do que é isso.

Abçs a todos.

Diogo Fideles disse...

É... nem tudo são flores quando se trata de trabalhar no exterior. Sempre devemos ter em mente que toda decisão carrega vantagens e desvantagens. Valeu muito a disposição de vocês em compartilharem com o resto de nos suas experiências profissionais (e ate pessoais) no exterior, (posição bastante almejada por desenvolvedores nacionais).
Obrigado por mais esse belo papo sobre videogames, profissão e também sobre a própria vida...aguardo o próximo com entusiasmo!

Rodrigo Costa disse...

Outro episódio bem bacana. Fica a pergunta relacionada a vida pessoal ai;
E as mulheres canadenses?!

Abraço galera

Rafael Kuhnen disse...

Fala Cox! Cara nao sei quanto a Montreal e Vancouver, mas as mulheres aqui de Newfoundland sao bonitas. =D