segunda-feira, 25 de julho de 2011

PodQuest #25: A Revolução Digital

Em mais um PodQuest, Rafa e Fernando se juntam a um gripado Gilliard para falar sobre a corrida para a distribuição digital de games. Eles discutem as evoluções mais recentes na maneira de vender jogos, os mercados de música e filmes que passaram por processos semelhantes, e tentam projetar também o futuro do consumo de games.

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PodQuest #25: A Revolução Digital
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8 comentários:

Marcelo Martins disse...

Cara equipe do Podcast,

Mais uma vez, parabéns pelo excelente programa. Os assuntos que vocês comentaram são uns dos mais polêmicos da nossa indústria.


- Xbox Live e PSN Store

Eu me lembro que na época que trabalhei para a Microsoft, havia uma grande barreira para resolver as questões de propriedade intelectual. Desde aquela época havia um esforço grande para tornar o Xbox Live no Brasil, mas sempre havia resistência, provavelmente (e isso é uma suposição minha) tenha sido devido ao pequeno tamanho do mercado brasileiro mesmo, como foi citado no programa.

Acho que agora que a PS3 Store está no BR, talvez a Microsoft também torne o Xbox Live uma realidade.


- Achievements

Muito obrigado por ler o meu e-mail! Gilliard, você é tem muito talento para imitar sotaques! heheheh

Rafael, você tocou num ponto muito curioso! De fato, os achievements beiram o ridículo. E o exemplo que você deu é sensacional (e também muito comum). Morra X vezes. Pelo amor de Deus! Quem quer morrer no jogo? Pra quê?

Concordo com o Secco em relação à "prova de jogo". Antes, o pessoal gravava vídeos dessas peripércias (alías, até hoje), hoje, está on-line.

Aliás, lembrei de uma história relacionada. Vocês se lembram da lenda que você tirava o cartucho de mega-drive (acho que altered beast) com o videogame ligado e depois colocava Strider e ganhava vidas infinitas? O meu vizinho foi louco o suficiente para fazer isso. Eu duvidei. Ele tentou uma três vezes e conseguiu. E o videogame não queimou!

Os achievements são mais uma característica social do game design moderno! É legal comparar com outras pessoas on-line, é legal ver o quanto o outro conseguiu completar no jogo. É mais um fator de competitividade e desafios dos jogos. Claro, desde que o achievement seja divertido e não esteja lá pra "encher linguiça".

Gilliard, você não tem ideia de quantas vezes eu tentei terminar SSF2 no Super Nes sem perder round na maior dificuldade para ver a "tela diferente". Nem me lembro se consegui, mas até hoje eu tento (no SF IV).


- Necrorun

Parabéns também ao pessoal do Necrorun. Joguei e achei muito bem feito e divertido. E também difícil para caramba! ;)


- Distribuição digital

Sou um grande fã da distribuição digital, como comentei no quickquest. Puxando para o lado da música underground: o grande desafio das bandas é vender o seu trabalho. Ainda há uma lacuna de conhecimento em relação aos trâmites de publicação, venda, marketing e relevância de mercado. Isso é compreensível, já que músicos são treinados para fazer música e não para vender. A situação é ainda pior quando você assina um contrato com uma gravadora e, em quase todos os casos, os contratos são obscuros e leoninos.

A distribuição digital acaba, em parte, com isso. Você agora pode correr atrás do seu conhecimento e fazer você mesmo a venda do seu produto. Melhor ainda: você pode receber diretamente o dinheiro da venda (e dos royalties). Algo que com um contrato de gravadora você certamente iria penar um pouco pra entender como funciona.

Eu consigo fazer um paralelo entre o mercado indie de games e o mercado underground de música. Acredito que a situação é muito semelhante e quem se aventurar a conhecer um pouco mais de marketing e vendas (e tiver os pré-requisitos de qualidade do produto) vai conseguir se tornar relevante nesse mercado.

Para o consumidor, acredito que é uma vantagem. Ele vai conhecer coisas que até então ficariam escondidas em alguma loja underground, atrás de centenas de caixa do GTA (no caso de games) ou do Metallica (no caso da música).


- Sobre a trilha do quest failed: Metroid.

uma palavra: sensacional.

Fernando Kirch disse...

olá pessoal,

Muito bom esse último cast.

Só um complemento sobre o que já foi dito sobre distribuição digital. Além do OnLive tem também o projeto Gaikai (www.gaikai.com), que não foi citado, como tentativa de nos próximos anos talvez existir um modelo de cloud gaming, onde o usuário não precisaria mais comprar um hardware poderoso (seja ele PC ou Console) porque o jogo seria processado em um server e enviado apenas o streaming de audio e vídeo.

Em relação aos achievements vocês não acham que eles já existiam de alguma maneira em alguns dos jogos antigos? só não tinha o nome achievements. Por exemplo nos primeiros jogos da série Resident Evil, não tinha achievements mas quando o jogador virava o jogo ele ganhava uma avaliação (Ranking que variava de A até E). Se o jogador conseguisse Rank A ele liberava novos modos de jogo. (No RE2 podia liberar roupas novas + armas secretas + extreme battle mode + hunk the 4th survivor. No RE3 tinha roupas novas + armas secretas + Mercenaries mode + Epilogues). Só não tinha o nome de achievements mas dá pra se dizer que era. Para conseguir Rank A você precisava não usar nenhuma arma especial, não salvar o jogo, não usar First Aid Spray (só podia usar as Herbs para cura) e não ultrapassar limite de tempo. A diferença é que sem internet, achievements guides, wiki explicando, tudo o jogador precisava descobrir e conquistar na raça mesmo, bons tempos hehehe.

Acho que a tentativa de adicionar o Replay Value nos jogos já existia, e a questão da comparação entre os jogadores também (só nem sempre era possível provar o que você tinha feito, como o Secco falou). Os achievements são meio que uma evolução disso ou a forma moderna de se fazer isso.

Luiz Alvarez disse...

Muito boa a discussão do tema principal. Uma coisa importante, que foi falada só no final e eu nem sempre presto atenção, é que a indústria ainda depende do varejo tradicional, então qualquer movimento na direção da distribuição digital tem que ser feito com cuidado.

Acho que só ficou faltando falar um pouco da redução de riscos, a criação de faixas diferenciadas de preço, e de como isso afetou os desenvolvedores.

Só voltando na questão Origin vs Steam, é verdade, tinha esquecido que a Blizzard só vende seus jogos na loja própria (deve porque eu acho que o melhor jogo que eles fizeram foi Rock n' Roll Racing :). Mas isso, ainda mais com aquele gráfico dos produtos da Blizzard que vazou com o "BNET2 3rd Parties", só reforça a tendência que cada publisher grande terá seu próprio sistema de distribuição. Fazer o que?

rodrigot disse...

Respeito mto a homenagem, mas por favor evitem usar trilhas cantadas no fundo.

Sobre distribuição digital a PSNPlus se aproxima bastante do que foi dito sobre a XBox Live, no sentido que PSN Plus te dá 4 jogos de graça por mês, mas se vc suspender sua assinatura daqui a 1 ano vc perde todos os seus 48 jogos acumulados nesse período, e assim a rede te mantém fiel.

Mais uma vez obrigado pelo trabalho, vcs são trazem sempre tanto conteúdo em tudo que dizem que não é incomum eu ouvir o podquest 2 ou 3 vezes durante a quinzena.

um abraço

Gilliard Lopes disse...

Obrigado pelos comentários, pessoal! Pedimos desculpas desde já pelas músicas que realmente não ficaram com o volume bem tunado. My bad...

@Marcelo Tá aqui a famigerada tela final do SF2 quando você terminava sem perder nenhum round. Acho que no Super SF2 eu nunca vi...

Concordo com os teus pontos sobre a distribuição digital tornar mais fácil ao desenvolvedor independente vender o produto do seu trabalho. Esse é um dos motivos que eu sempre cito quando digo que hoje em dia é menos difícil começar na indústria de games do que há 10 anos. Mas falta ainda ver os desenvolvedores no Brasil tirando maior proveito disso.

Falando nisso... TriLinea ReAct, da brasileira Tendi Games, está em promoção por 240 MS points no XBox Live Indie Games.

@Fernando Tudo a ver os teus comentários! Realmente esquecemos da Gaikai, que é do ex-GD da Shiny Entertainment Dave Perry (Earthworm Jim, MDK, Messiah, Sacrifice), que promete ser um competidor do Onlive.

Você tem toda razão também com relação aos achievements, e concordo que antigamente era mais gostoso conquistá-los, justamente pela incerteza. Por isso, acho que os achievements secretos e inusitados de hoje em dia ainda são os melhores.

@Luiz É isso mesmo, essa história de distribuição digital é muito bonita, mas não tem publisher grande nenhum subestimando o valor que o varejo físico ainda tem nessa indústria, e provavelmente continuará a ter por um tempo. Acho que ainda existe muita gente do público mainstream/casual (não-hardcore) que não fica caçando informações sobre os próximos lançamentos na net, e pra essas pessoas ainda é importante ter a loja no shopping que ela vai passar em frente e decidir entrar pra dar uma olhada. Enquanto essa maneira de consumir ainda for relevante (talvez leve uma geração inteira para não ser mais), é difícil ver o retail de games morrendo.

@rodrigot Obrigado pela crítica e pelo elogio! Esses sistemas de assinatura são sacanas mesmo, te atraem e depois você não consegue mais desgarrar. Geralmente, eles tentam te fazer sentir como "se eu cancelar, vou jogar fora todo o dinheiro que já investi nisso", o que na verdade é uma maneira estúpida de pensar, mas com a qual muitos consumidores ainda são iludidos.

Vinicius Lopes disse...

Olá pessoal.

Mais uma vez parabéns pelo ótimo podquest!

Bom, do ponto do vista do player o achievement é algo apenas pra vc destacar alguma conquista fora do normal,como o Fernando falou. Honestamente eu não ligo mto pra achievements a não ser quando vc ganha algo em troca (como no Team Fortress 2) mas na minha opinião deveria ter um certo cuidado em relação a isso porque as vezes vc acaba induzindo o player a jogar de certa forma só para conquistá-los, causando até um desconforto.

Semana passada estava jogando F.E.A.R. 3 e eles criaram alguns "achievements" durante o jogo como por ex. "Acertar 25 headshots", "matar 50 inimigos com uma pistol", etc. Se vc completar isso ganha pontos, de modo que qto mais pontos vc ganhar, melhor serão suas habilidades. Então vc acaba tendo que se preocupar mais com completar X achievements do que jogar just for fun. Ou senão achievements que vc tem que morrer 5 vezes pra completar, ai este recurso é desnecessário. Parabenizo a Bioware pela eficácia no uso de achievements para garantir o replay.

Agora, do ponto de vista do desenvolver, acho interessante usar os achievements como forma de saber o rendimento dos players. Até aonde avançaram no jogo, quanto tempo, quanto foi explorado, para assim definir melhor o perfil do player que está jogando o meu jogo.

Quanto a distribuição digital, eu acho que foi uma inovação muito boa, pelo menos pra quem joga no PC. Evitar de se deslocar até o local, menores preços (ou descontos)e comprar jogos sem imposto é sempre muito bom. Como consumidor não dou tanta importancia se cada publisher vai ter sua própria loja ou se vão jogar tudo no steam. O bom é que quando se tem concorrência quem ganha é o consumidor, então temos que agradecer.

Acho que é só, senão o comentário vai ficar muito extenso.

Um abraço a todos

Fernando Kirch disse...

@Gilliard Exato, acho que ele foi até Founder da Shiny Entertainment. Tem um vídeo que mostra ele testando um demo desse sistema em nuvem da Gaikai em 2009:

http://www.youtube.com/watch?v=k-w56hQxmnY&feature=related

Só tenho minhas dúvidas se esse tipo de tecnologia pode funcionar em larga escala em relação a jogos, tipo na área de TI parece já fazer sentido, com vários serviços que rodam "na nuvem", Só no caso dos jogos, eles são um software "um pouquinho" mais complicado do que uma planilha eletrônica e com alguns ms de lag já é possível estragar a experiência do jogador, fora problemas de região, etc, ... é esperar pra ver se Onlive ou Gaikai ou outro projeto deste tipo vai realmente vingar.

Em relação ao assunto principal concordo com a maioria, Origin parece ser mais um movimento da EA não para competir com o Steam, mas para estar se preparando para a distribuição digital, e para vender para o gamer dos próximos anos, se o gamer estiver no retail a EA continua vendendo no Retail, se a distribuição digital crescer nos próximos eles vão mais para o lado da distribuição digital, e o Origin é tipo o primeiro passo para isso. E como o Marcelo Martins e o Vinicius Lopes já disseram quem ganha é o consumidor.

Um abraço.

SpaceTug disse...

http://www.eurogamer.net/articles/2011-08-30-steam-vs-origin-is-competition-good-for-gamers-article

artigo sobre o assunto na eurogamer.

Eu ainda acho que todos esses sistemas deveriam usar OpenID pra eu não ter que fazer cadastro em cada um deles =(