segunda-feira, 18 de julho de 2011

QuickQuest #07: Origin, Steam e o Futuro da Distribuição Digital

Atendendo a pedidos, Gilliard Lopes aparece novamente no QuickQuest para falar sobre Origin, a nova plataforma de distribuição de games e serviços da EA. Ele discute a rivalidade com o Steam e o que tudo isso pode significar para o futuro da distribuição digital de games. Faça perguntas e sugira assuntos para os próximos QuickQuests pelo e-mail contato@thepodquest.com ou no Twitter @ThePodQuest.

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QuickQuest #07: Origin, Steam e o Futuro da Distribuição Digital
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8 comentários:

Felipe Augusto "felipowsky" disse...

Obrigado por responder a minha pergunta, Gilliard.

Acho que você tocou em 4 pontos importantes:
1. Receita: Com certeza há interesse em relação ao percentual que a Valve ganha com a distribuição de jogos, mas concordo que não é somente isso;

2. Feedback/tendências do consumidor: Eu desconheço o retorno dado pela Valve aos distribuidores em relação ao feedback e as tendências de seus consumidores, mas se essas informações não permitem o levantamento de uma análise para planejamento e controle de qualidade, realmente é direito dos distribuidores cobrar por isso;

3. Controle do conteúdo oferecido: Está aí um ponto que eu desconhecia. Então quer dizer que se eu distribuir meu jogo no Steam eu não posso ditar por quanto quero vende-lo e quando quero oferece-lo mais barato? Se isso for verdade, realmente eu acho que a Valve deve repensar e oferecer melhores formas de os distribuidores controlarem seu conteúdo. Em contrapartida, oferecer conteúdo dentro do próprio jogo, sem o gerenciamento da plataforma na qual você comprou o jogo, é "forçar a amizade" e uma forma de "burlar o sistema" que ameaça a própria segurança do jogador se a distribuidora for má intencionada. Talvez seja interessante a Valve pensar em expandir a sua plataforma e oferecer APIs ou webservices que possam ser implementadas dentro do próprio jogo para não depender diretamente do Steam;

4. Futuro da indústria: Concordo nesse ponto de antecipar uma tendência do mercado, afinal nunca se sabe o dia de amanhã e, se for pra oferecer melhores serviços e beneficiar o consumidor, acredito que é muito válida a proposta da EA.

Pra finalizar, acredito que os consumidores tendem a ganhar com essa "rivalidade". O Steam é uma excelente plataforma de distribuição de jogos, porém eu acredito que a parte "social" da plataforma poderia estar muito mais evoluída e acredito que o surgimento de novas plataformas cria uma necessidade de sempre estar melhorando o que já está bom.

Marcelo Martins disse...

Gilliard,

Você está caprichando na trilha sonora, hein? Revenge of Shinobi é SENSACIONAL!

Mais uma vez, parabéns por um episódio informativo e relevante!

Independente do dono e das questões políticas/comerciais da distribuição digital, no fim acho que é melhor para o consumidor e para o planeta.

Sei que nem todos concordam comigo, já que tem gente que gosta de ter os CDs/DVDs/Blu-ray no formato físico, pois gosta de colecionar os objetos.

Mas, a distribuição digital tem muitas vantagens. Por exemplo:

1. Mais barato. Você não precisa imprimir encarte/prensar mídia para produzir o jogo.

2. Menos poluição no mundo. Com menos produtos circulando, menos lixo você acumula no planeta.

3. Velocidade. O jogo sai e no mesmo dia, meia noite, você pode tê-lo.

4. Distribuição global, sem estresse. Contanto que as barreiras de direitos autorias comecem a ser negociadas de maneira funcional, principalmente no BR.

Do ponto de vista do publisher, você ainda tem a vantagem de combater a pirataria (ou tentar, pelo menos) e o mercado de usados.

Sobre o On-live: eu joguei na estreia e não gostei. A experiência não é a mesma, já que os gráficos do jogo ficam bem piores. Mas, do ponto de vista de negócios faz todo o sentido existir algo como isso.

No momento em que a qualidade do jogo streaming for igual à dos jogos baixados ou em disco (como acontece hoje com os filmes do Netflix), aí sim teremos uma revolução na indústria dos jogos.

Jogar sem console! Imaginem só! Finalmente MS, SONY e Nintendo vão se preocupar com o que é realmente importante para o consumidor: o conteúdo.

Fernando Secco disse...

Opa,


Pra mim, uma coisa só não é clara é o fato da EA ter tirado os pre-orders do BF3 do Steam e ser exclusivo do Origin. Não sei bem o que esperar pois é uma briga contra dois grandes competidores (afinal todo mundo que usa steam vai ver pelo menos muita propaganda do COD:MW3). Tá certo que o mercado maior é o de consoles, mas eu gostaria de ver como essa cituação será gerênciada, principalmente que tem grande foco na qualidade do jogo de PC.

Acho muito importante resaltar que pelo fato da EA lançar o Origin não quer dizer que ela vai ignorar o Steam ou toda a comunidade do Steam, ninguém quer deixar de ganhar dinheiro (tem 3 milhoes de jogadores online no momento desse post).

Sobre o fato de que concorrência só traz vantagens, eu não tenho certeza de que isso se aplica a distribuição de jogos digital. Se você comprar o XboxLive com a PSN você vê que os mesmos títulos tem os mesmos preços (pelo menos que eu tenha notado, posso tar falando bobagem). Ainda não vi nem um jogo mais barato em uma distribuição. Existem promoções mas não é garantido preço mais baixo.

Sobre ter um produtos nos dois sistemas, não sei se a EA terá que manter o preço no Steam igual ao do Origin e com isso acabe diminuindo a arrecadação pelo Steam (se for maior para garantir o profit, não sei se o Steam aceitará distribuir). Talvez essa perda seja pouco relevante devido a quantidade de titulos que a EA tem.

Temos que ainda lembrar que o Steam pode ver isso como concorrência mas por ser a gigante EA, talvez fique difícil de retaliar.

Por fim, é interessante ver que, desde época SNES x MEGA DRIVE, as pessoas gostam de tomar um lado e lutar por... por... por aquilo que vocês sabem... é! bem isso! :)

Abraço.

Fernando Secco disse...

Esqueci de comentar,
esse modelo me lembra muito o que a NCSoft usa na distribuição dos produtos e no gerenciamento de contas dos MMO's.

Luiz Alvarez disse...

Infelizmente concorrência nem sempre faz o preço cair. É só ver que para comprar um lançamento digitalmente você paga os mesmo 60 dólares que pagaria numa loja física, mesmo sendo mais barato distribuir pela internet. E o Orign só poderia competir com o Steam nos jogos publicados pela EA, então queda de preços me parece improvável.

O que eu acho preocupante é se esse movimento da EA for uma tendência das publishers grandes: cada uma com o sua loja/download manager/comunidade. Ai para conseguir jogar vc tem que instalar um cliente pra cada uma delas, fazer cadastro, colocar o número do seu cartão de crédito, adicionar seus amigos, etc. Não me parece um futuro muito animador.

Outro ponto é que a EA está querendo brigar com a Activision e o MW3 (o http://modernwarfare3.com/ foi muito lol, mesmo se não foi a EA que fez). Como o Secco disse, PCs representam uma parcela pequena do mercado, mas querer brigar também com a Valve nessa hora e não pôr BF3 no Steam vai dar uma vantagem desnecessária pra a concorrente direta. Ao contrário da Actvision, a Valve tem uma imagem muito boa com quase todo mundo. Eu pelo menos não conheço ninguém que use o Steam e não goste. Além de convencer os jogadores que BF3 é melhor vai ter que convencê-los de usar esse serviço novo.

Uma coisa é verdade, quando o Riccitiello disse que adotaria uma posição mais agressiva não estava falando por falar.

Gilliard Lopes disse...

Desculpem aí a resposta corrida e fora do padrão, mas estou realmente num ritmo forte aqui no trabalho e sobram poucas horas de tempo livre. No geral, concordo que a concorrência nem sempre significa menores preços ou vantagens para o consumidor, mas na maioria das vezes é saudável para qualquer indústria, sim. Ainda estou curioso pra ver como a presença forte do Origin pode afetar a maneira que o Steam funciona, e vice-versa.

No final das contas, ainda está cedo pra sabermos o quão agressiva e anti-Steam a estratégia do Origin vai ser. Acredito que, nesse primeiro momento, a EA vai tentar não bater muito de frente com a Valve pra sentir o mercado, oferecendo coisas como o pre-order da Limited Edition do BF3 exclusivo no Origin, mas tenho certeza de que na hora do lançamento será vendido no Steam também. A estratégia de preços, promoções e conteúdo exclusivo no Origin também vai ser bastante interessante. Vamos ver o quanto a EA está realmente disposta a ser ousada nesse espaço.

De qualquer maneira, acho que vai ser positivo para o jogador de PC, pois acho que ainda cabe mais um player nesse espaço. Só espero de fato que não sature com a presença de tudo quanto é publisher querendo inventar a sua própria ferramenta.

PS: Marcelo, obrigado pelo elogio à trilha sonora, 16-bit na veia! Aceito sugestões em off para os próximos ;)

Marcelo Martins disse...

Se o objetivo da EA for querer virar um "retailer virtual", nada impede que a Origin possa fazer acordos mais lucrativos com outras publishers e passe a ser mais atraente do que o Steam.

Se o preço for mais baixo, o consumidor vai considerar a migração, mesmo tendo que preencher todos aqueles formulários.

Mas, acho improvável, dado o tamanho do mercado de PC.

Luiz Alvarez disse...

Eu procurei uma declaração da Valve sobre o Crysis 2 mas não achei. O que dizem é que a tal violação nas regras foi exatamente o fato do jogo ter conteúdo exclusivo em outro lugar.

Se for isso mesmo faz sentindo. Imagina quem compra um jogo no Steam e não pode jogar o DLC novo porque ele só foi lançado no Origin. Se quer jogar se ferrou, comprou no lugar errado, compre de novo. Até dá pra entender algo como só ter o Kratos no MK do PS3, mas agora ter uma diferenciação por causa da loja onde vc comprou é osso.

Se a questão foi essa e se a EA mantiver essa política de ter conteúdo exclusivo (eu sei, muitos SEs) seus jogos não estarão mais no Steam, o que é ruim pras duas empresas. Espero que a EA recue e tente usar outros benefícios que não impeçam acordos com o Steam.