segunda-feira, 19 de março de 2012

QuickQuest #21: Kickstart My Game!

No QuickQuest desta semana, Gilliard Lopes retorna pra falar sobre crowdfunding como uma nova alternativa de viabilizar financeiramente os projetos de games. O Quester analisa as iniciativas recentes da Double Fine e da inXile no Kickstarter, comenta sobre o quanto esses exemplos se aplicam a projetos de games de um modo geral, e questiona o futuro do crowdfunding como alternativa ao modelo de financiamento e publicação tradicional.


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QuickQuest #21: Kickstart My Game!
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6 comentários:

Rodrigo "Chips" Scharnberg disse...

Olá Gilliard

Tenho uma dúvida/curiosidade.
Tu (e MUITOS outros), consideram que se a Double Fine pediu $400k dólares, e arrecadou $3.336k dólares, significa que o modelo de Adventure ainda faz muito sucesso!!!
No entanto o jogo da Double Fine foi Backed por 87.142 pessoas mas "apenas" 47.946 pessoas pagaram mais de $15 dólares.
O que resulta em $719.190 dólares de o jogo fosse comprado por $15 dólares em pre-order.
Isso é um bom retorno de pre-order para um publisher? Ou dá para considerar este um jogo de sucesso pela sua pre-order?
Wasteland 2 tem até agora 25.814 Backers com 14689 pagantes de mais de $15, resultando em $220.335 o que ainda não teria pago o projeto... Mas eu sei que ainda tem 28 dias de "pre-order".
Abraços!

Gilliard Lopes disse...

Oi Rodrigo,

50 mil cópias em pre-order com quase nenhum gasto com marketing seria um número extraordinário para um projeto que supostamente custaria "apenas" 400 mil para ser feito. Claro que a presença do publisher significaria muito menos dinheiro sobrando para o desenvolvedor, mas em contrapartida haveria um investimento de marketing pra multiplicar esse hype e conseguir muito mais pre-orders. Garanto que o Double Fine Adventure terá um marketing forte perto do seu lançamento, gerando mais pre-orders e vendas do jogo, e pelo que tudo indica terá um grande sucesso financeiro.

Entretanto, tudo isso é suposição. O máximo que podemos fazer são projeções baseadas no hype que a campanha no Kickstarter proporcionou. É difícil analisar o desempenho do crowdfunding vs. funding tradicional antes que o game seja de fato terminado e venda suas cópias pós-lançamento. Quando eu disse que o backing é parecido com comprar uma cópia em pre-order, quis dizer sob o ponto de vista do consumidor, exclusivamente.

Já no caso do Wasteland 2, claramente o ritmo está menos acelerado, pois o hype já não é tão grande. Atribuo isso ao fato de eles terem chegado depois da Double Fine, e também ao Brian Fargo não ser tão reconhecido como o Tim Schafer (apesar de não menos influente para a indústria, na minha opinião).

Espero ter respondido!

Marcelo Martins disse...

Gilliard,

Excelente episódio do QuickQuest.

Concordo com tudo que você falou e realmente fico "preocupado" com a resposta do público em relação ao produto final de um jogo financiado por essas ferramentas. Imagine, no caso da Double Fine, são 87.142 pessoas que você precisa "agradar". E se a maioria não gostar do produto final?

Outra coisa interessante que percebi neste projeto é que Schafer se dirige com responsabilidade aos seus backers. O primeiro update privado o mostrou falando de maneira "séria" como vai lidar com o dinheiro. Lógico, sempre tem um pouco do tom de brincadeira típico da sua personalidade. Mas, se você filtrar o conteúdo de humor, vai perceber que ele está, literalmente, prestando contas a todos que deram dinheiro ao projeto.

Isso é muito interessante! Como backer, me senti respeitado.

Abraços!

Anônimo disse...

Se os Questers quiserem fazer um jogo, ja tem meus quize dolares!

Gregório Benatti disse...

Aow Gilliard!

Cara, muito phoda essa ideia de crowdfunding...

Um outro projeto do kickstarter que eu achei muito interessante é o "Robots love ice cream" (http://migre.me/8qCQl) para iPad...

Eu particularmente gosto muito desses jogos para mobile =)

Pergunta: Você conhece alguma iniciativa como essa aqui no Brasil? Você acha que esse modelo de negócio funcionaria aqui?? (Eu tenho minhas duvidas... =/)

Abraço!
Gregório

Gilliard Lopes disse...

Oi Gregório, obrigado pelo comentário! Não conheço iniciativas de crowdfunding no Brasil mas não duvido que existam. Acho que a questão de funcionar ou não depende muito mais dos fatores que eu mencionei no QQ, como track record, planejamento e tamanho do investimento pleiteado, e não necessariamente do fato de ser um projeto ou time brasileiro.

Ah, e tem um pessoal que eu conheço da CatNigiri está fazendo um funding meio diferente, no qual eles já tem o jogo pronto para uma plataforma e querem apenas portar para outra: Dino Palooza no AppBackr.

Abraço!