segunda-feira, 16 de julho de 2012

PodQuest #47: Localização de Vídeo-Jogos

Em mais um episódio do PodQuest, Rafa, Gilliard e Fernando recebem o chefe de localização para português brasileiro da Gameloft Montreal, Fabiano Pimenta, para comentar sobre o processo de tradução e adaptação de vídeo-games para diferentes línguas e culturas. Os Questers comentam também sobre a proposta do Ouya, console baseado em Android, a compra da Gaikai pela Sony, e muito mais.


Links:


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PodQuest #47: Localização de Vídeo-Jogos
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8 comentários:

Humberto Rocha disse...

E aê pessoal!!!
Ainda estou escutando o cast mais dei uma paradinha devido a empolgação para dar minha opinião a respeito do Ouya( ou como gosto de falar úia hehe).
Bom, primeiramente acho legal a iniciativa deles e tal porém assim como vocês estou bem cético a respeito, mesmo sendo entusiasta de todo este conceito de open source e open hardware que eles estão defendendo.
Há alguns problemas que eu vejo nesta abordagem e vou lista-los aqui:
- A primeira delas é a de confiar no software de terceiros. Apesar do android ser open-source ele é mantido pelo google e as decisões sobre o futuro do mesmo estão nas mãos deles.
- Outro problema é o custo de adaptação dos jogos pois não é só configurar controles, mas também preparar a arte para as telas grandes adaptar jogabilidade dentre outros problemas de talvez não compense se levado em conta a fatia de mercado que eles vão conseguir alcançar.
- Quanto a criação de um jogo do zero nem se fala então. Se eu sou uma empresa de desenvolvimento de games e for investir no desenvolvimento de um jogo para android, eu vou me focar em fazer um gameplay interessante pro "úia" com meia duzia de clientes ou para todos os outros celulares e tablets do mercado que são ativados em centenas a cada minuto?

O pior é que eu não consigo nem ver a criação de um novo mercado porque as especificações técnicas são de um nexus 7 o que limita o poder do console ao nível de tablets dos quais se eu quiser jogar na tv eu uso dlna ou um adaptador para hdmi, e se eu quiser desenvolver um jogo mais "parrudo" eu tenho o xna que já possui um mercado consolidado para ele.

E se eu realmente quiser algo "hacker friendly" para por na sala e tudo aquilo que eles falaram eu compro um raspberry pi ou outro destes open hardware similares, monto uma caixinha estilosa com lego para ele, instalo um dual boot de android e linux e ganho todas as vantagens do android, ganho um media center, jogo alguns jogos mais leves do rumble indie bundle, jogo browser based games( incluindo chrome web store) e além de tudo isso tenho um mega emulador para jogar todos os clássicos (dos quais possuo as cópias legais por favor né...)

Bom, de qualquer forma esta é só a minha visão disso tudo, se alguém tiver um olhar mais otimista para compartilhar ficarei feliz em discutir o assunto ai nos comentários!

Diego disse...

Fala ai pessoal, gostei do tema. Realmente é uma área da qual a gente ouve falar pouco, mas é bem interessante.

Gostaria de fazer um comentário sobre o exemplo dado pelo Fabiano em relação à localização de algo para a cultura local, no caso, a mudança de peanut butter pra pão de queijo. Essa é uma das coisas que eu acho mais escrotas em qualquer material traduzido. Não leve a mal, mas não faz sentido nenhum adaptar esse pequeno detalhe e manter o personagem como americano ou seja lá qual for o contexto original.

Veja bem, se a gente tivesse pegando um jogo (ou um filme, série ou seja lá o que for) e refazendo ele no Brasil, usando personagens brasileiros, tudo bem. Isso acontece muito com remakes de filmes nos EUA, onde os personagens originais são levados pra um contexto americano e, obviamente, tudo ao seu redor tem que ser adaptado também.

Mas no caso de uma tradução, essas adaptações tiram totalmente a lógica da coisa. Qual o sentido de ter o Nathan Drake, por exemplo, querendo comer um pão de queijo só porque o público não está habituado a manteiga de amendoim? O personagem não deixou de ser americano (ou seja lá qual for a nacionalidade do Drake) só porque o jogo está em português. Pra mim, esse tipo de localização mata totalmente o clima e acaba com a imersão. É tudo uma questão de fazer sentido entre o que está sendo dito pelo personagem e o contexto onde ELE está inserido, não o espectador.

Bem, essa é minha opinião meramente como consumidor, já que tenho experiência zero nessa área de localização. Mas gostaria de saber se vocês concordam e tal.

Abraços.

Luiz Alvarez disse...

Bem interessante o podcast. Localização é uma área que em geral não é dada muita atenção apesar de ser tão importante para a comunicação com o jogador. Acho que como no geral os desenvolvedores no mínimo se viram com inglês, não se percebe que boa parte do público pode ter dificuldade com isso.

Sobre a compra do Gaikai, além do que o Secco disse, tem mais dois aspectos interessantes em que o serviço de streaming pode ser usado.
O primeiro é usá-lo como forma de manter a "compatibilidade" de um PS4 com os consoles anteriores. Isso simplificaria o projeto do video game, diminuindo o custo, e de cara dando acesso a um catálogo enorme de jogos de PS1, PS2, PSP e PS3, podendo ser oferecido num serviço de mensalidade como o Playstation Plus.
O segundo é oferecer demos de jogos instantaneamente. Mesmo com a qualidade da imagem inferior e o atraso no input, para jogar a demo é bem mais interessante do que ter que esperar baixar 5GB.

Ah, pra mim a fada é um sidekick sim XD.

Abraços

Marcelo Martins disse...

Sobre o Resident Evil Revelations, queria reforçar as palavras do Gilliard. Esse jogo é animalesco. Joguei até a história até o fim e passei quase o dobro de horas do modo multiplayer que é fascinante.

Uma dica para quem ainda vai jogar: o default do jogo não é o 3D máximo. Se você for nas opções, dá pra colocar um 3D mais forte. Os gráficos ficam muito melhores, mas eu não consegui jogar mais que 10 minutos sem sentir dor de cabeça.

Legal a presença do Fabiano no programa. É muito bom saber que a localização é algo que já está no mapa de alguns desenvolvedores. Isso mostra, mais uma vez, o crescimento da importância do mercado brasileiro.

Humberto Rocha disse...

Opa, voltando após terminar de escutar o pod inteiro.

Muito bom o tema e a presença do Fabiano para mostrar o ponto de vista de quem vive isso todo dia.

É importante lembrar que quando a localização é feita também no áudio do jogo a qualidade vai depender do orçamento que a empresa disponibilizar para a contratação de um estúdio de dublagem. Se a empresa não tomar cuidado neste processo podem sair grandes bizarrices no final.

Agora uma coisa que acontece muito no ps3(não sei como funciona em outros consoles) são jogos que mudam a linguagem de acordo com a linguagem do sistema do console.
É uma feature interessante para quem não intende inglês e muitas vezes joga o jogo inteiro sem saber que há uma versão para a localidade dele mais não custa nada colocar uma opção para mudar a linguagem dentro do jogo(mesmo que com um aviso de ter que baixar o pacote de linguagem) porquê é muito chato ter que mudar a linguagem do sistema para inglês toda vez que tem uma versão de português de Portugal disponível.

Anônimo disse...

Meus amigos, em especial o Gillard que estudou na Uff, vejam que bela notícia:

http://blogs.nvidia.com/2012/07/nvidia-names-brazils-first-cuda-center-of-excellence/

Abraços!

Fellipe disse...

Passando para elogiar a trilha com Red Hot Chili Peppers! E deu até uma vontade de voltar a jogar os Adventures como The Dig, Full Throttle e Grim Fandango quando o Gilliard citou Monkey Island. Belos jogos!

Arkano87 disse...

Pow, não é possível que não dá pra voltar no tempo do vídeo.