segunda-feira, 9 de julho de 2012

QuickQuest #29: Esmeraldas da Kaos

Gilliard Lopes volta em mais um QuickQuest para discutir a queda da Kaos Studios, um time interno da THQ responsável pelo desenvolvimento do shooter Homefront.


Faça perguntas e sugira assuntos para os próximos QuickQuests pelo e-mail contato@podquest.com.br ou no Twitter @ThePodQuest.

Links:

Ouça no link a seguir:
QuickQuest #29: Esmeraldas da Kaos
(botão direito, depois "salvar como" para baixar)

Ou ainda, adicione o feed e tenha todos os episódios quando quiser!
http://feeds.feedburner.com/doublejump/podquest
No iTunes, vá em "Advanced - Subscribe to Podcast" e cole o endereço acima.

7 comentários:

Marcelo Martins disse...

Oi Gilliard,

Muito interessante o QuickQuest dessa semana.

Acho que os problemas da Kaos giram em torno do asset mais complexo não só da indústria de games, mas de qualquer negócio: pessoas. Foi interessante ouvir sua ponderação sobre a ineficácia do approach de colocar mais pessoas para resolver um problema. No fundo, eu acho que seria mais interessante colocar a quantidade necessária de pessoas certas para resolver as questões.

Eu sei que na teoria tudo é lindo, mas achar as pessoas certas é a tarefa mais difícil de qualquer empresa, não só de games. E isso não está relacionado somente com o salário. A pessoa certa precisa ter um perfil com boa combinação de engajamento/maturidade/experiência.

Renan Nespolo disse...

Olá galera do podquest,
Em resposta ao podquest passado e a resposta do Diego Perez, na minha opinião games são arte sim, assim como cinema, pois para ser arte, aquele trabalho deve manifestar um sentimento naquele pessoa que está recebendo a informação da arte, e para essa pessoa este trabalho deve ter um valor para ela, por isso games se encaixam exatamente neste perfil.
Se cinema é a considerado a 7ª arte porque os games não podem ser a 8ª?
Um outro aspecto que eu gostaria de adicionar minha singela opinião é sobre a discussão de que arte não é comercial. Antigamente acho que até não mas hoje vejo exemplos como o artista Romero Britto que criou toda uma marca fazendo arte, sendo extremamente comercial, fazendo várias alianças comerciais com perfumarias galerias e varias outros ramos usando a arte dele para isso. Um último ponto é quanto ao Rafael Perez que diz que agora um iPod seria arte também por uma premissa de que tudo é arte, nem tudo é arte, mas quem fez o design de toda a linha da apple é um artista e muito bom pois, graças a sua arte os produtos da apple são únicos e objeto de desejo de muitas pessoas, quando você pega produtos HP,Dell,Lenovo,LG,Samsung você não distingue eles a não ser pelo logo da marca, os produtos da apple, você bate o olho e já sabe que é apple pelo estilo da arte feita, o próprio artista que crio este "estilo" define apple como jóias digitais e únicas, sei que estes exemplos fogem muito de jogos mas são exemplos de artes comerciais que como games são feitas para pessoas apreciarem de forma operacional ou não que causam um sentimento as pessoas e tem valor comercial sim, porque ninguém vive de amor e felicidade.
valeu pessoal, abraços

rodrigot disse...

Se vcs quiserem fazer um podcast semanal só sobre empresas da área que fecham suas portas parece que sempre terão material.

Esse mes já foram Radical, 38, Big Huge, Kaos, e hj foi a vez da Rockstar Vancouver.

Algo nessa indústria e modelo de mercado precisa mudar.

Fernando Secco disse...

no caso da RockStar Vancouver foi mais uma realocação, as empresas vão para aonde as vantagens econômicas são melhores. Aqui no Canada, as cidades brigam por empresas de games. Meio chato, mas muito melhor que mandar embora.

http://ir.take2games.com/phoenix.zhtml?c=86428&p=irol-newsArticle&ID=1712961&highlight=

http://www.vancitybuzz.com/2012/07/rockstarvancouverclosed/

Gilliard Lopes disse...

Mesmo com isso dito pelo Secco, o rodrigot tem um ponto... Vamos comentar sobre isso em um PodQuest futuro, que tal?

Diego Perez disse...

Que fique registrado nos autos que eu disse "gamedesigner" e não "gamedesign", buhahaha.

Ainda não ouvi o Quickquest, quando liberar entre hoje e amanhã, ouvirei.

Diego Perez disse...

Obrigadão por me incluir na discussão (meio intrometido... he)

Ouvi o Quickquest agora, esse problema da Kaos não creio que é nem exclusivo da área de jogos, provavelmente, todas as áreas tem isso. Pelo menos, por todo lugar em que trabalhei a separação era bem nítida e eu nunca consegui trabalhar em lugares assim. O único que fiquei por mais tempo, 7 anos, era o lugar que mais tinha uma abertura para as decisões, pelo menos.

A questão de adição de time é sempre um problema. Numa das minhas empresas atuais (somos apenas dois), num dado momento resolvemos expandir e chegamos a ser 6, falta de experiência deu realmente nisso, onde acabamos tendo de diminuir a nossa produtividade para "supervisionar" e os supervisionados não conseguiam trabalhar desse jeito também, mesmo com uma liberdade até alta de criação. É realmente complicado escolher equipe. Recentemente, um do grupo dos 6 antigo voltou com uma nova atitude e está agora dando super certo. Mas outro recém-chegado está totalmente no sentido de exercer dominância e o resultado disso já é meio sentido sem precisar pensar muito.

A necessidade de compreensão num nível pessoal, creio, é essencial para o funcionamento do "produto".

Por isso que cada vez mais reflito se quero realmente correr para empresas grandes ou se prefiro continuar indie, no meu ritmo. A experiência de uma empresa grande pode ser interessante, mas a minha experiência com elas (fora do ramo dos games) é que a maioria delas tende a ignorar os benefícios principais que você pode trazer para inserir mais um na linha de desenvolvimento. Claro, ninguém deve sair correndo para ouvir o que um recém-chegado pensa, mas deveria haver um jeito de absorver as qualidades de todos. Nem que seja através de um pote com papel com "dê sua ideia, deixe o seu nome" com alguém que leia isso e tenha mente aberta e até responda numa página online para os funcionários.

Diálogo. Simples e tão complicado, eh?