segunda-feira, 8 de outubro de 2012

QuickQuest #37: Um Review Sobre... Reviews

Gilliard Lopes volta ao QuickQuest bem afiado, fazendo uma crítica às resenhas, análises, ou seja, os reviews de games. Utilizando alguns reviews recentes do FIFA 13, o PodQuester tenta definir o papel do reviewer e de sua análise no mercado de jogos atual.


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QuickQuest #37: Um Review Sobre... Reviews
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4 comentários:

Viliam disse...

Não fazia ideia que a indústria dava tanta bola para os reviews.

Por outro lado... será possível que um jogo não seja bem visto pela crítica especializada (reviewers) mas seja um sucesso de vendas?

Diego disse...

Uma coisa que é lamentável é ver uns reviews do FIFA (e de outros jogos anuais) dizendo que o jogo é igual ao do anterior e as atualizações deveriam ser um DLC.

Primeiro que do ponto de vista de mercado isso não faz o menor sentido. FIFA acabou de bater o recorde de jogo mais vendido do ano. Call of Duty bate todos os recordes sempre. Pra que as donas desses jogos mudariam seu jeito de fazer negócios se o o público está mostrando (através do seu dinheiro) que está satisfeito com o que está recebendo?

E no caso do FIFA em particular (que eu sou fanboy), eu acho simplesmente bizarro alguém dizer que foram só mudanças cosméticas e atualizações nas escalações. Ou o cara não jogou o jogo o suficiente pra perceber a diferença ou está agindo de má fé...

Marcelo Martins disse...

Gilliard,

Parabéns pelo QuickQuest!

Eu queria focar em um aspecto que você pincelou no podcast e que tenho percebido em algumas publicações: um desalinhamento completo entre notas e conteúdo da resenha. Muitas vezes, o texto em si elogia um jogo e a nota é baixa, ou o contrário. Me parece que quem escreve é uma pessoa e quem atribui a nota é outra.

Isso tem a ver com o que você falou sobre contratos e influência do Metacritic. Ter notas altas (independente do que foi falado) sempre foi importante, mas hoje molda contratos e define metas.

Esse aspecto é maximizado pela crescente influência das publishers no conteúdo editorial, via publicidade ou outros meios. Isso é ainda mais evidente quando se trata de jogos mais famosos e publicações que têm maior impacto. É uma prática antiga no meio musical e do cinema e não me espanta ver isso na indústria de jogos. No fim, a gente não deve confiar 100% nos reviews.

Leitura complementar: http://penny-arcade.com/report/editorial-article/the-power-of-review-scores-why-critics-have-more-control-than-we-think1

Marcelo Martins disse...

Mais leitura complementar:

http://www.eurogamer.net/articles/2012-10-10-settling-the-score-the-truth-about-game-reviews