terça-feira, 2 de dezembro de 2014

PodQuest #80: Novos Games, Velhos Bugs



No episódio de hoje: jogos quebrados, servidores fora do ar... Por que acontece? O que pode ser feito para evitar que os games novos cheguem ao mercado com tantos bugs? E mais: Gabriel Knight 20th Anniversary e This War of Mine.

PodQuest #80: Novos Games, Velhos Bugs
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15 comentários:

Rafael Beraldo disse...

Eu to jogando Lords of the Fallen e to curtindo muito - é mesmo estilo de Dark Souls mas bem menos "desgraçado" haha.

E também comprei o Dragon Age Inquisition só por causa do podcast! Está pra chegar a semana que vem (black friday apesar de ser meio bosta no Brasil ajudou na compra dos games).

Boa semana pra vocês, e parabéns pelo podcast.

Andre Nunes disse...

Que pena que hj em dia usa-se as atualizações pós lançamentos para correções cada vez mais básicas e não como ferramenta de melhoria de features ou somente DLCs. Quem sabe, em um futuro próximo, voltaremos como era no passado: lançamentos de grandes jogos sem bugs graves e o jogador "reclamando" somente do vício de que aquele grande jogo o proporcionou.

Pedro Neto disse...

Talvez as empresas deveriam colocar esses bugs nos trailers. Ou então mudar a data do jogo até qye tudo esteja corrigido.

André Gross disse...

Muito bom o Cast e pontos propostos. Sim, a muita pressão no mercado AAA, eu trabalho no mercado mobile e nós não sofremos esses tipos de expectativa. Entretanto nos cobramos o máximo possível para trazer um bom produto para o consumidor, assim como tenho mais que certeza que o mesmo ocorre na grande parte dos estudios AAA.
O consumidor não leva em consideração e nem deve, todo o lado administrativo e pressão por trás de projetos grandes.
O que é falho do consumidor é a falsa expectativa criada, as vezes por conta do marketing proposto, nos jogos que serão lançados. Uma falta de pesquisa e interesse acaba cegando o consumidor criando a frustação que os cercam.

Grande abraço continuem o bom trabalho

Kleptos disse...

Então se no próximo Mass Effect não tiver raças para escolher na customização de personagem, a culpa é do Secco.

Gilliard Lopes disse...

Obrigado pelos comentários!

@Pedro Neto - hahaah duvido que os marketeiros dos jogos teriam colhões pra mostrar trailers que realmente representam o que o game tem de melhor e pior. Esses vídeos não passam de hype machines, por isso gosto muito mais de demos de gameplay ao vivo ou streams no Twitch com o jogo rodando.

@André Gross - Por isso é que nós somos a favor de mais transparência e comunicação entre o desenvolvedor e o consumidor. Quanto mais o jogador se der conta do custo e das decisões difíceis de escopo e prazo que os times de desenvolvimento precisam tomar, maior é a chance de ajustar essa expectativa.

@Kleptos - A culpa é do mais careca, sempre! =)

Lucas Souza disse...

Olá pessoal, achei muito legal a menção ao "This War of Mine". Também fiquei muito "feliz" de jogá-lo, foi uma boa surpresa. Aproveitando o tema, se vocês pudessem mencionar as principais diferenças para a produção de jogos indies, relacionado a ferramentas e dificuldades ($$$).

Parabéns pelo podcast.

Gilliard Lopes disse...

@Lucas Souza - Sobre games independentes, já abordamos o assunto em um episódio das antigas, mas como já faz bastante tempo e muita coisa muda muito rápido nesse meio, quem sabe podemos falar novamente disso no futuro. Abraço!

Gilliard Lopes disse...

Ah, e olha aí a foto prometida pelo Secco dos Gundam que ele anda pintando...

Danlost disse...

Ótimo cast, conheci vocês pelo Gilliar que gentilmente nos deu uma entrevista na BGS2014, a um integrante do site. Muito boa a visão de vocês sobre o tema polemico de AC Unity, realmente concordo que nós, consumidores temos uma parcela de culpa nisso sim, pois cada vez mais exigimos jogos mais "completos" e iguais, com multiplayer obrigatório, muitas vezes sem fazer sentido existir, e que acaba deslocando um pessoa do desenvolvimento apenas pra suprir essa "necessidade", pensando nisso me atentei para um fato na nossa atualidade.

Ja repararam que os jogos estão cada vez mais iguais? Tipo, os gêneros de jogos estão cada vez mais subjetivos, pois para um jogo satisfazer o publico hoje e dia ele tem que ter elementos de quase todos os gêneros, hoje não temos mais um jogo de ação pura e simples, ele terá elementos de stelth, ou terá foco em exploração, puzzles e afins. Isso não é de todo ruim, porém vejo isso acontecer demais atualmente, e acho que já esta rompendo essa linha tênue, e em vez de ser um jogo completo, vira um jogo com muitas coisas desnecessárias.

Sobre os jogos relatados, This War of Mine foi uma grata surpresa de fim de ano, um jogo que brinca com a sua moral e que tem um gerenciador de recursos extremamente viciante, é um The Sims pós apocaliptico, com elementos de Papers Please, muito bom mesmo, e Dragon Age Inquisition é SENSACIONAL, jogo viciante do jeito que a Bioware faz e gosto, feliz de saber que a atenção da equipe agora é Mass Effect 4, franquia essa pra mim que foi a melhor da geração passada de consoles. Acho que me prolonguei demais rsrs, abraços e continue com o excelente trabalho, precisamos mais disso, gente da industria falando de jogos.

Unknown disse...

Gostaria de parabeniza-los pelo Podcast, realmente é bem diferente quando há desenvolvedores no podcast. Gostaria de que vocês fizessem um podcast sobre o NO MAN'S SKY, afinal esse jogo é mais um topico entre desenvolvedores do que um jogo propriamente dito, pela "tecnologia inovadora" e conceito abordado pelo seu desenvolvedor.

Segue o link do video onde o desenvolvedor fala sobre o jogo
https://www.youtube.com/watch?list=UUK-65DO2oOxxMwphl2tYtcw&v=h-kifCYToAU#t=735

Matuck disse...

Fala pessoal,

concordo em partes com a responsabilidade do consumidor. Acho que hoje o jogador é exigente porque um dia alguém ofereceu isso a ele! Vejo que nessa discussão cabe muito falar da Nintendo (apesar dela ser ignorada). Nos últimos tempos ela reduziu drasticamente seu custo operacional, mudou sua maneira de relacionar com os clientes e me parece que a turbulência em cima do provável fracasso do Wii U passou. Será que a Nintendo não percebeu essa situação com certa antecedência, se estabeleceu em um nicho aparentemente diferente para não sofrer como as grandes publishers tem sofrido no atendimento as expectativas dos jogadores? Posso estar enganado, mas tenho a impressão que o custo de produção de um Mario Kart 8, ou mesmo Zelda é muito inferior do que um Fifa 15 ou estou enganado? Então eu não sei bem se é a quantidade de features que impede o bom acabamento do game. Claro que o hoje o Fifa não tem escolha de "regredir", cortar funcionalidades, mas inúmeros outras produções milionárias tem condições de ficarem enxutas, rentáveis e muito bem feitas. Ou estou me vendo no País das Maravilhas?

Gilliard Lopes disse...

Fala Matuck, acho que você tem um ponto muito válido sobre a Nintendo, mas que dificilmente pode ser extrapolado para outros casos. A Big N está em uma posição privilegiada em que praticamente só a presença da sua marca já faz os games quase se venderem sozinhos.

Há muitos anos que, na minha opinião, ela vem inovando pouco ou quase nada em suas franquias principais, mas ainda assim tem uma legião de fãs que a segue e compra seus games. De fato, exceto na parte de polimento (acho a Nintendo o melhor desenvolvedor do mundo nesse quesito), acredito que seus games sejam bem mais baratos de desenvolver do que os blockbusters AAA no resto da indústria.

Bruno disse...

Fala aí, pessoal

Gostaria de levantar um ponto sobre o que o Gilliard comentou no final do podcast, sobre como uma maior aproximação entre consumidor e desenvolvedor só traz vantagens.

Apesar de achar que uma aproximação maior trará bons frutos (e também sei que o Gilliard não teve a intenção de extremizar a ideia), imagino que seja bom lembrar o que alguns desenvolvedores indie sofrem através do contato direto com o público. Esses "escândalos" recentes mostram bem isso.

Acredito que essa barreira entre as duas partes foi criada justamente para proteger ambos os lados, ela só foi feita alta demais. As empresas ainda vão precisar de equipes para filtrar as maçãs estragadas que receberem, da mesma maneira que nós consumidores temos que nos segurar pra não cair em "hype falso", por assim dizer.

Abraços!

Gilliard Lopes disse...

Oi Bruno, bem interessante o teu ponto. Parte de mim pensa que deixar de se expor para evitar os escândalos é deixar que os trolls vençam. Mas entendo que é preciso um pouco de auto-preservação. Só acho, como você disse, que a barreira atualmente é alta demais, praticamente não se exxerga o outro lado.