terça-feira, 9 de dezembro de 2014

PodQuest #81: Postmortem de Dragon Age, Parte 1 - Teabag no Dragão!



No episódio de hoje: a primeira parte de uma série sobre o postmortem do game Dragon Age: Inquisition, com três brasileiros convidados que trabalharam no desenvolvimento do game dentro da Bioware. Nesta primeira parte, os Questers conversam com o programador de gameplay e sistemas de RPG (e fundador do PodQuest) Fernando Secco.

PodQuest #81: Postmortem de Dragon Age, Parte 1 - Teabag no Dragão!
(clique para ouvir, ou botão direito, depois "salvar como" para baixar)

Confiram também o mais novo episódio do MRG Show sobre Dragon Age: Inquisition! Infelizmente, a entrevista com o Fernando Secco não saiu nesse episódio, mas assim que estiver no ar nós postaremos aqui.

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12 comentários:

André Gross disse...

Excelente cast, é muito interessante ver esse lado da indústria e passar para o público uma noção geral dos bastidores de um grande projeto.
Em especial, gostei muito do que o time abordou no fim do programa, sobre como uma mecânica, por mais simples que seja, acaba influenciando o jogo de maneiras antes não pensadas e de como isso deve ser tratado e seriamente pensado pela equipe. Diversas vezes acaba-se por ver um jogo-Frankestein de mecânicas soltas que não se comunicam ou sem proposito. Um rápido exemplo que consigo lembrar se encontra no novo Thief. No qual a câmera é forçada a dar um zoom out em pequenos e breve momentos para que o jogador possa escalar. Claro que foi colocado por um motivo mas é tão sub-utilizado que me pareceu uma pequena verruga quando a vi.
Um grande abraço e até breve.

Maicon Camilo disse...

Muito bom episódio, no aguardo dos demais e ai já vou poder ter uma opinião melhor sobre o jogo e o que falar, comprei meu ontem agora é só esperar chegar (sim, ainda compro mídia física..rs)

Mas já deixo meus parabéns ai para a BioWare que conseguiu o melhor jogo do ano...

Mas apesar disso, se eu não gostar do jogo posso pedir meu dinheiro de volta para o Secco ?? shauhuahsuahsuh

Zoando, abraço...

Felipe Estevão disse...

Muito bom os casts! Parabens, continuem!

Danlost disse...

Ótimo cast, parabens. Sou fã de Mass Effect e da Bioware, e joguei pela primeira vez a franquia Dragon Age com o Inquisition e mesmo sabendo que perco algumas coisas por nao ter jogado os jogos anteriores estou adorando o jogo, melhor do ano pra mim.

Tenho duas perguntas, a primeira é sobre isso, o quão complicado é fazer uma continuação de uma franquia que você sabe que sera jogado por muitos novos jogadores, já que sairá no inicio de uma nova geração? O quão difícil é agradar os fãs e um novo publico também?

A segunda questão é sobre ago que acho característico na Bioware. A Bioware é uma empresa que faz ótimos enredos, mundos ricos e grandes personagens, personagens esses que por muita vez, viram ícones dos fãs. E a Bioware por muitas vezes descarta oudeixa o personagem numa sequencia mais d elado, como em Mass Effect como exemplo, a personagem Liara era muito amada no 1° jogo, no ME2 ela só aparece numa determinada parte e não é jogável, apenas numa DLC. Em DA Inquisition isso é visto novamente com a personagem Leiliana, que não é jogável. Como é tomado essa decisão, é complicado? Como é feito a escolha de personagens para uma continuação de um jogo? O fato de deixar uma personagem querida pelos fãs, mais de lado no game é estratégico? Pra deixar os fãs com mais água na boca por aquele personagem?

Mais uma vez parabéns pelo excelente podcast, e parabéns pelo incrível jogo!

Diego C.C. disse...

Parabéns aos Questers, ótimo podcast! Quanto a DA:I: Cara, estou inundado no mundo deste jogo. Tive receio em comprar pelo fato de possuir um console da geração passada, e ouvi muita coisa negativa desta versão, todas sobre os gráficos obviamente. Como isso nunca me afetou muito (tenho costume de jogar jogos antigos com frequencia), resolvi dar uma chance e... uou! Que ambientação bem construída, o universo parece estar vivo ao meu redor, e as minhas decisões mudam ele (coisa que Skyrim falhou miseravelmente).
Estou aqui no trabalho maluco pra voltar e entrar no mundinho denovo e denovo!

Fernando Secco disse...

E ai pessoal,
valeu dos post :) legal ver que vocês gostaram do conteúdo!

@Maicon Camilo
:P

@DanLost


Eu nunca participei de nada para decidir sobre personagems, como a gente atrai mais fans etc, ai não saberia responder. Mas vou comentar o meu ponto de vista.


1a: Essa é sempre complicada... é muito difícil agradar todo mundo. Jogadores novos não querem ter que pensar nos jogos anteriores, alguns fans querem a

continuação do seu último save game e outros querem algo novo no mesmo universo...

Como a gente permite muitas escolhas, acaba-se criando um multiverso. Por exemplo, o que aconteceu com você no DA:O não é igual ao que aconteceu comigo. Se

a gente for fazer uma continuação, como a gente decide de onde a gente conta a historia? Me parece que escolher um dos possíveis caminhos e usá-lo como

ponto de partida é uma boa solução, mas alguns jogadores não gostam disso. Esses jogadores querem viver as conseguencias (algumas vezes todas!) do que ele

escolheu (muita gente matou a Liliana no DA:O e ficaram chateados em ve-la no DAI).
Seria inviável ter todas as consequencias de todos os jogos (tempo VS conteúdo VS dinheiro). Ai os jogos sempre usam as que são mais importantes.
Acerdito que dessa forma a gente compromete um pouco das suas escolhas para criar um mundo que continua fazendo sentido para os fans e permite que novos

jogadores entrem nesse novo universo.
Algumas vezes a gente esquece que ter mais gente que gosta doque a gente gosta é algo muito bom, não precisamos ser a "master-race-hardcore" sempre.


2a:
Nas continuações (como Mass Effect) ter um vincúlo forte com os personagems do jogo anterior é importante, vocês estavam juntos antes, continuam juntos

agora.
Mas uma nova história e novos personagens adiciona um novo gás a franquia. Mostrar que a vida continua, que os personagems escolhem seus próprios

caminhos (Liara no ME2) adiciona uma outra nível ao jogo. Mostra que os personagems tem vida e que você ainda tem muito que descobrir sobre eles (Por

que ela não pede minha ajuda!?). Mesmo você não podendo jogar com eles, o vinculo com os jogos anteriores continua (a Liara tá ali, eu falo com ela, mas ela tem coisas para resolver).

Paralelo a isso, você tem, por exemplo, a Jack (que para mim é um personagem incrível). Você não sabe muito sobre ela, começa a conversar e você descobre

toda a parte legal e o desenvolvimento de personagem. Eventualmente, você confia nela e ela até substitui a Liara (yep, pelo menos pra mim :D).

Quando joguei o Shadow Broker, minha sensação foi "como nos velhos tempos", "que bom que a gente conversou para eu poder te ajudar" e por fim "deixa te

apresentar minha amiga Jack, ela é estranha mas ela chuta traseiros". Para mim, o retorno da Liara ao grupo (Shadow Broker e ME3), criou um vinculo ainda mais forte.

Já no Dragon Age, me parece um pouco mais fácil. É o mesmo universo com personagems e eventos diferentes. Eventualmente pessoas chaves se encontram (Morrigan, Hawke, Varric, etc) pois eles sempre estão lutando por um ideal. Mesmo eles não estando no seu grupo, quando você vê eles, ou fala com eles, você tem toda aquela bagagem de história, você sabe por que eles são assim ou pensam daquele jeito. Você tem um vínculo com aqueles personagens, mesmo que o seu "player" ainda não tenha.




Bem, é isso. Espero ter respondido!

Abraço!

Gilliard Lopes disse...

Porra, que comentário foda! Estou com o Secco e não abro.

Por que esses personagens tem que existir única e exclusivamente para o bel-prazer do protagonista? Não, eles têm sua propria vida, objetivos e coisas pra fazer, e isso só os torna mais vivos e críveis.

Ah, e Jack rulez! \../

Rafael Kuhnen disse...

Como o Secco falou.. no caso do Dragon Age eh um pouco diferente... pq o teu conhecimento previo dos personagens nao eh o mesmo do que o do teu personagem mas o "respeito" que aquele personagem conquistou em ti, como player, reflete no jogo atual...

Por exemplo no DA:Origins o meu Warden teve romance com a Leliana, e meu Warden se sacrificou no final do Origins pra salvar o mundo... Ver como isso afetou a Leliana no Inquisition, como ela sentiu a falta do meu personagem anterior, que ela amou de verdade... Me fez ter um respeito enorme por ela, e eu nao me incomodei nem um pouco que nao da pra romance com ela no DA:Inquisition... =D

Quando eu contei as minhas experiencias com relacao aos personagens pra uma colega escritora, ela me falou "Mas eles nao sao de verdade!"... Minha resposta pra ela foi "Enquanto eu to com o controle na mao jogando o jogo, eles sao o mais real que qualquer pessoa pode ser."


Ninguem faz isso melhor que a BioWare.

Andre Nunes disse...

Além de um ótimo podcast ainda ganhamos uma prorrogação nos comentários com toda a equipe comentando as ótimas perguntas da galera.
Continuem com este trabalho incrível; os brasileiros agradecem!

Danlost disse...

Fernando Secco

É verdade, pena que muitos jogadores não pensem assim, me lembro que AMEI Shadow Broker e senti isso mesmo, vontade de mostrar pra Liara, personagem que eu adorava, "novos" amigos bem legais que fiz recentemente. Curtia a Jack também, mas sempre ficava mais ao lado da Tali <3, pelo menos até eu fazer ela se matar na minha frente sem querer no ME3 :(

Valeu as respostas!

GetThis disse...

Muito bom o podcast. Desde que voltaram a qualidade está excelente (não que antes fosse ruim, eu mesmo ouvi todos), o único problema é a duração... mais 30 minutos por favor hehehehehe.

daniel9c disse...

Espetacular! Sou novo aqui... Gostei muito do cast de vcs. Ouvir pessoas que trabalham no desenvolvimento dos games é muito legal.

Continuem com o trabalho.!